Mercado

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A produção de ferro-ligas é altamente eletrointensiva e depende de carbono sólido como redutor nos fornos elétricos de arco submerso, o que gera emissões relevantes e forte exposição a custos de carbono e exigências de clientes.

O biocarbono substitui o carbono fóssil por carbono renovável, preservando o balanço térmico e o desempenho metalúrgico do forno, além de possibilitar maior controle de impurezas.

Como alternativa renovável e rastreável, o biocarbono antecipa tendências globais de descarbonização industrial e reforça o posicionamento competitivo do setor em mercados orientados por critérios de sustentabilidade.

A indústria siderúrgica responde por cerca de 8% das emissões globais de CO₂, devido ao uso intensivo de coque e carvão PCI nos altos-fornos.

O biocarbono é compatível com a substituição do carvão PCI, podendo ser dosado diretamente nas moagens, assim como substituir parte do coque utilizado no topo dos altos-fornos. Adicionalmente, pode desempenhar o papel de agente carburante e espumante em fornos elétricos a arco (FEA), e ser empregado em fornos elétricos de redução a arco submerso.

Baseado em tecnologia madura e comprovada, o biocarbono oferece um caminho concreto para reduzir a intensidade de carbono do aço, com baixa necessidade de adaptação industrial.

A mineração é uma atividade intensiva em energia e emissões de CO₂. Processos térmicos como secagem e pelotização são grandes fontes de emissões na cadeia mineral, pois dependem fortemente de combustíveis fósseis.

O biocarbono permite a substituição desses combustíveis nos processos térmicos, oferecendo flexibilidade de uso como fonte térmica e até mesmo como redutor em diferentes arranjos operacionais.

Com o biocarbono, a mineração pode reduzir emissões sem grandes alterações nas plantas existentes e melhorar o perfil ambiental de seus produtos.

A produção de metais não ferrosos como níquel e alumina é intensiva em energia térmica e redutores de origem fóssil, gerando emissões relevantes ao longo das etapas de calcinação, refino e fusão.

O biocarbono pode substituir fontes fósseis de carbono e calor nesses processos, sendo ajustado às condições operacionais específicas de cada rota industrial, com comportamento previsível e compatível com requisitos de qualidade do metal.

Como fonte renovável e rastreável, o biocarbono permite reduzir a pegada de carbono desses materiais e fortalecer sua aceitação em cadeias de valor cada vez mais sensíveis a critérios climáticos.

Em sistemas agroflorestais, a degradação do solo e a baixa eficiência do uso de nutrientes reduzem produtividade e aumentam emissões indiretas associadas a fertilizantes e manejo.

O biochar atua como condicionador de solo, melhorando retenção de água, a atividade biológica e a retenção de nutrientes como NPK, aumentando sua disponibilidade às plantas e reduzindo perdas por lixiviação. Ao mesmo tempo, promove sequestro estável de carbono no solo a longo prazo.

Ao incorporar biochar, produtores podem elevar a resiliência dos sistemas produtivos, aumentar a eficiência do uso de fertilizantes e gerar benefícios climáticos mensuráveis, alinhados a programas de créditos de carbono.